domingo, 14 de junho de 2020

Igualdade e Justiça.


No ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.069, de 13 de julho de 1990.  Na proteção da criança e do adolescente, dispõe no seu: Artigo 5º - Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão a seus direitos fundamentais.  

Desigualdade Social.

A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos. O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda.

No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais. Segundo dados da ONU, em 2005 o Brasil era a 8º nação mais desigual do mundo. O índice Gini, que mede a desigualdade de renda, divulgou em 2009 que a do Brasil caiu de 0,58 para 0,52 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), porém esta ainda é gritante.

A desigualdade social no Brasil tem sido percebida nas últimas décadas como decorrência do efetivo processo de modernização que tomou o país a partir do início do século XIX. Junto com o próprio desenvolvimento econômico, cresceu também a miséria, as disparidades sociais – educação, renda, saúde, etc. – a flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil. Como afirma Hélio Jaguaribe em seu artigo No limiar do século 21: “Num país com 200 milhões de habitantes, um terço da população dispõe de condições de educação e vida comparáveis às de um país europeu. Outro terço, entretanto, se situa num nível extremamente modesto, comparável aos mais pobres padrões afro-asiáticos. O terço intermediário se aproxima mais do inferior que do superior”.  A sociedade brasileira deve perceber que, sem um efetivo Estado democrático, não há como combater ou mesmo reduzir significativamente a desigualdade social no Brasil.

Orson Camargo - Colaborador Brasil Escola Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP - Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

O Bicho – Manuel Bandeira
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 

ATIVIDADE.

1ª - Pesquise no dicionário e defina o significado de:
a) discriminação
b) racismo
c) justiça

2ª - A partir da leitura do texto acima responda:
a) Quais são as principais consequências da desigualdade social no Brasil?
b) A poesia de Manuel Bandeira mostra a que ponto pode chegar a desigualdade social. Você conhece alguém que vive em extrema pobreza? Quais ações podem ser feitas para minimizar o sofrimento dessas pessoas.

3ª - Observe a imagem abaixo e escreva o seu entendimento sobre ela


Hora da Educação.


No último sábado, 13 de junho, foi lançado o Programa Hora da Educação por meio do Projeto Sintonia e, inicialmente, se estenderá até o mês de dezembro deste ano. Uma parceria entre a Rádio Cultura dos Inhamuns e a Secretaria Municipal da Educação de Tauá. O referido programa terá a duração de uma hora semanal de 14 às 15 horas, sempre aos sábados, na citada emissora de rádio e é uma iniciativa desafiante que a pasta da Educação municipal decidiu aceitar como uma forma de minimizar os impactos causados pela pandemia do coronavírus/covid-19 que afetou, assim como outros cenários, o setor  educacional.

A estreia do Programa Hora da Educação contou com a apresentação do radialista Sampaio Moreira e com a presença da Secretária da Educação Silêda Holanda e das professoras Socorro Almeida e Deuza Lima que fizeram uma explanação do objetivo e o andamento do programa que tem como público alvo os estudantes da rede municipal, suas famílias e toda comunidade escolar, assim como todos aqueles que se interessarem por conteúdos educativos. É importante destacar que a iniciativa teve uma ótima aceitação.

Compartilhando saberes através das ondas do rádio!

Se ligue! Sintonize Sempre!

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Empatia.

Leia o texto abaixo.

    Daniel, pai de três filhos adolescentes, participava sempre dos jogos do colégio de seus filhos.  Para a olimpíada discutia os pormenores de todas as competições.  Numa quase decisão final de campeonato, presente a um jogo de basquete do colégio onde seus filhos estavam, torceu muito durante os vários jogos de decisão parcial. No último, já começou a não gostar do juiz escolhido. Criticou o tempo todo sua atuação.  O time de seu filho mais velho teve uma partida tumultuada. Ele gritava da arquibancada do ginásio do colégio contra a atuação do juiz que, aliás, era seu amigo. Sua esposa saiu de perto para não passar vergonha. Ele estava fora de si. O time quase perdeu. No último momento conseguiram o ponto necessário para a vitória.  À noite, o sr. Daniel recebeu um telefonema. Um dos juízes de jogo de decisão final estava mal. Decidiram escolher o sr. Daniel para juiz da partida.      

    Na manhã seguinte, como juiz do torneio de basquete feminino do colégio, sentiu a hostilidade de pais contrários à sua escolha. Ouviu palavras agressivas que o aborreceram.  Durante o jogo não conseguia acreditar na quantidade de coisas que aconteciam ao mesmo tempo. Tinha de tomar decisões rápidas e claras em meio a toda a agitação.  Não fez um trabalho muito bom. Os pais por sua vez o criticaram muito. Saiu daquela quadra terrivelmente humilhado apesar de todo o esforço. Essa experiência mudou completamente sua visão acerca dos juízes esportivos. Para entendê-los teve de passar pelas pressões que eles enfrentavam.  A partir daquele dia, refletiu sobre sua vida e atuação no mundo.

ATIVIDADE.

1ª - Perdoar a alguém que nos tenha ofendido é difícil. Também não é fácil pedir perdão, porque temos de reconhecer, na frente de outras pessoas, que nós erramos.  O que é mais difícil para você: perdoar ou pedir perdão? Por quê? 

Assista aos vídeos abaixo:



2ª - Elabore um texto que integre a mensagem dos vídeos sobre o sentimento de empatia, com o que estamos vivendo atualmente.

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domingo, 31 de maio de 2020

Liberdade de Culto no Brasil.

A manifestação religiosa do povo brasileiro é resguardada constitucionalmente desde o Brasil Império, que manteve a religião oficial vigente no Brasil Colônia de Portugal, com todas as implicações legais da manutenção do estado confessional. O artigo 5º da Carta Magna de 1824 já estabelecia a liberdade de crença, abrindo espaço para a tolerância na manifestação de outras crenças, mas determinava que a religião católica romana continuaria sendo a religião do Império. De acordo com a regra, “todas as outras religiões seriam permitidas com seu culto doméstico ou particularmente, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo”. Logo após a proclamação da República, é editado um Decreto, que teve a orientação de Rui Barbosa, em 1890, que estabeleceu a liberdade de culto e reconheceu a personalidade jurídica de todas as igrejas e confissões religiosas, mantendo, entretanto, a Igreja Oficial, que inclusive continuou a receber subvenção pecuniária para a subsistência de seus ministros religiosos e seminários, é a Igreja Católica Apostólica Romana.  

Por isso, é a Constituição Republicana de 1891 que finalmente institui no Brasil o princípio da separação da Igreja-Estado, incorporando tanto a liberdade de crença, como a liberdade de culto, estabelecendo a não existência de religião oficial, e por consequência ausência de qualquer subvenção oficial, e, de forma ampla, a liberdade religiosa em nosso país, como disposto no artigo 72, parágrafo 7o, “Nenhum culto ou Igreja terá relações de dependência ou aliança com o governo dos Estados.”  

Entretanto, de longa data, até mesmo pela forte e natural influência da orientação da até então religião oficial, que foi a Igreja Católica Apostólica Romana, durante quase 400 anos, dos poucos mais de 500 anos que temos de história em solo brasileiro, deixou marcas indeléveis na sociedade brasileira, sendo, esta é uma das explicações que se encontra para tantas cidades com nomes de santos católicos, de templos católicos ocuparem espaços centrais e privilegiados em praticamente todas as cidades brasileiras, da grande influência em todos os campos de atuação, sejam nas artes, nos esportes, na grande mídia, na política, nos negócios, nas tradições etc, e especialmente nos valores do cristianismo, sobretudo relativos a moral e aos bons costumes, incutidos na formação do povo brasileiro.  

O preâmbulo da Carta Magna de 1988 registra a crença da maioria de nosso povo na divindade, “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, [...], promulgamos sob a proteção de Deus a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil. ...”, contudo, a conquista da república expressa por todas as constituições brasileiras seguintes, e mantida na Constituição Federal de 1988, que inseriu em seu texto, a garantia da ampla liberdade religiosa, que se refletem como liberdade de culto, a liberdade de crença, e ainda a liberdade de organização religiosa, como demonstram especialmente o artigo 5o [...] - VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, e, garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.”   E, ainda, a separação Igreja-Estado, um dos fundamentos do estado republicano, contida no artigo 19, “É vedado à União, aos Estados, e ao Distrito Federal e aos Municípios: – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles relação de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da Lei, a colaboração de interesse público”, daí vivermos num país laico, onde não existe religião oficial, e todas as manifestações de fé são protegidas pelo Estado, diferente de um país ateu, onde não se permite qualquer manifestação de fé. 

Gilberto Garcia 

http://conjur.estadao.com.br/static/text/50985,1  

ATIVIDADES:

1. Pesquise a origem das palavras culto e cultura:

2. Sempre existiu liberdade de culto no Brasil?

3. Comente a frase: "Desde os tempos mais remotos, o culto aos deuses e deusas une pessoas em torno de tradições e costumes, dá a elas uma cultura comum."

4. O que é um país laico?

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